Mindfulness (Atenção plena)

O que é? Qual é a sua importância?

O que é o Mind­ful­ness?

O Mind­ful­ness pode ser defi­ni­do como um méto­do de trei­na­men­to men­tal que nos ensi­na como lidar­mos com os nos­sos pen­sa­men­tos e com as nos­sas emo­ções.
Aju­da-nos a dis­tin­guir entre os pen­sa­men­tos que podem ser úteis e os que somen­te geram dis­tra­ções e não acres­cen­tam nada em nos­sa vida.

Assim, o Mind­ful­ness tam­bém pode desig­nar uma série de exer­cí­ci­os, téc­ni­cas ou prá­ti­cas (prá­ti­cas for­mais do Mind­ful­ness) que trei­nam e cul­ti­vam o esta­do psi­co­ló­gi­co da aten­ção ple­na, que são, em sua mai­o­ria, deri­va­das de prá­ti­cas medi­ta­ti­vas tra­di­ci­o­nais adap­ta­das, prin­ci­pal­men­te de:
zen-budis­mo — cami­nha­da e res­pi­ra­ção com aten­ção ple­na;
ioga — movi­men­tos com aten­ção ple­na;
tra­di­ção vipas­sa­na body scan ou explo­ra­ção corporal.

Impor­tân­cia e bene­fí­ci­os do Mind­ful­ness
• A medi­ta­ção pro­por­ci­o­na cla­re­za men­tal, o que nos per­mi­te ver as coi­sas com uma cons­ci­ên­cia pura e sin­ce­ra.
• É um lugar, um pos­to pri­vi­le­gi­a­do de obser­va­ção, do qual pode­mos tes­te­mu­nhar o nas­ci­men­to de nos­sos pen­sa­men­tos e sen­sa­ções.
• Assim, o Mind­ful­ness desar­ma o gati­lho que nos faz rea­gir de ime­di­a­to. Nos­so eu inte­ri­or – nos­so lado de feli­ci­da­de e paz ina­tas – dei­xa de ser aba­fa­do pelo ruí­do da men­te rumi­nan­do os pro­ble­mas.
• Ou seja, a prá­ti­ca da aten­ção ple­na enco­ra­ja-nos a ser mais paci­en­tes e com­pas­si­vos con­nos­co mes­mos, a abrir­mos a men­te e a ser­mos persistentes.

Tex­to: Rosá­lia Pinhei­ro dos Santos

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O que é a síndrome de Burnout?

O que é Sín­dro­me de Bur­nout ou Sín­dro­me do Esgo­ta­men­to Pro­fis­si­o­nal

É um dis­túr­bio emo­ci­o­nal com sin­to­mas de exaus­tão extre­mastress e esgo­ta­men­to físi­co resul­tan­te de situ­a­ções de tra­ba­lho des­gas­tan­te, que deman­dam mui­ta com­pe­ti­ti­vi­da­de ou res­pon­sa­bi­li­da­de. 

Assim, a prin­ci­pal cau­sa da doen­ça é jus­ta­men­te o exces­so de tra­ba­lho. Esta sín­dro­me é comum em pro­fis­si­o­nais que atu­am dia­ri­a­men­te sob pres­são e com res­pon­sa­bi­li­da­des cons­tan­tes, como médi­cos, enfer­mei­ros, pro­fes­so­res, poli­ci­ais, jor­na­lis­tas, den­tre outros.

Tra­du­zin­do do inglês, “burn” quer dizer quei­ma e “out” exte­ri­or. 
Sín­dro­me de Bur­nout tam­bém pode acon­te­cer quan­do o pro­fis­si­o­nal pla­neia ou é pau­ta­do para obje­ti­vos de tra­ba­lho mui­to difí­ceis, situ­a­ções em que a pes­soa pos­sa achar, por algum moti­vo, não ter capa­ci­da­des sufi­ci­en­tes para os cum­prir.

Assim, essa sín­dro­me pode resul­tar em esta­do de depres­são pro­fun­da e por isso é essen­ci­al pro­cu­rar apoio pro­fis­si­o­nal no sur­gi­men­to dos pri­mei­ros sin­to­mas.

A Sín­dro­me de Bur­nout envol­ve ner­vo­sis­mosofri­men­tos psi­co­ló­gi­cos e pro­ble­mas físi­cos, como dor de bar­ri­ga, can­sa­ço exces­si­vo e ton­tu­ras. O stress e a fal­ta de von­ta­de de sair da cama ou de casa, quan­do cons­tan­tes, podem indi­car o iní­cio da doen­ça.  

Fon­te: www.saude.gov.br

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Saiba distinguir entre o que você pode controlar e o que não pode

A feli­ci­da­de e a liber­da­de come­çam com a cla­ra com­pre­en­são de um prin­cí­pio: algu­mas coi­sas estão sob nos­so con­tro­le e outras não estão. Só depois de acei­tar esta regra fun­da­men­tal e apren­der a dis­tin­guir entre o que pode­mos e o que não pode­mos con­tro­lar é que a tran­qui­li­da­de inte­ri­or e a efi­cá­cia exte­ri­or tor­nam-se pos­sí­veis. Sob nos­so con­tro­le estão as nos­sas opi­niões, aspi­ra­ções, dese­jos e as coi­sas que nos cau­sam repul­sa ou nos desa­gra­dam. Essas áre­as são jus­ti­fi­ca­da­men­te da nos­sa con­ta por­que estão sujei­tas à nos­sa influên­cia direta.

Temos sem­pre a pos­si­bi­li­da­de de esco­lha quan­do se tra­ta do con­teú­do e da natu­re­za de nos­sa vida inte­ri­or. Fora de nos­so con­tro­le, entre­tan­to, estão coi­sas como o tipo de cor­po que temos, se nas­ce­mos ricos ou se tira­mos a sor­te gran­de e enri­que­ce­mos de repen­te, a manei­ra como somos vis­tos pelos outros ou qual é a nos­sa posi­ção na soci­e­da­de. Deve­mos lem­brar que estas coi­sas são exter­nas e, por­tan­to, não depen­dem de nós. Ten­tar con­tro­lar ou mudar o que não pode­mos só resul­ta em afli­ção e angústia.

Lem­bre-se: as coi­sas sob nos­so poder estão natu­ral­men­te à nos­sa dis­po­si­ção, livres de qual­quer res­tri­ção ou impe­di­men­to. As que não estão, porém, são frá­geis, sujei­tas a depen­dên­cia ou deter­mi­na­das pelos capri­chos ou ações dos outros.

Lem­bre-se tam­bém do seguin­te: se você achar que tem domí­nio total sobre coi­sas que estão natu­ral­men­te fora de seu con­tro­le, ou se ten­tar assu­mir as ques­tões de outros como se fos­sem suas, sua bus­ca será dis­tor­ci­da e você se tor­na­rá uma pes­soa frus­tra­da, ansi­o­sa e com ten­dên­cia para cri­ti­car os outros.

Refe­rên­cia: Epic­te­to, D. (2006). A arte de viver.

Rosá­lia dos San­tos
Rosá­lia Pinhei­ro dos Santos

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