O que é a síndrome de Burnout?

O que é Sín­dro­me de Bur­nout ou Sín­dro­me do Esgo­ta­men­to Pro­fis­si­o­nal

É um dis­túr­bio emo­ci­o­nal com sin­to­mas de exaus­tão extre­mastress e esgo­ta­men­to físi­co resul­tan­te de situ­a­ções de tra­ba­lho des­gas­tan­te, que deman­dam mui­ta com­pe­ti­ti­vi­da­de ou res­pon­sa­bi­li­da­de. 

Assim, a prin­ci­pal cau­sa da doen­ça é jus­ta­men­te o exces­so de tra­ba­lho. Esta sín­dro­me é comum em pro­fis­si­o­nais que atu­am dia­ri­a­men­te sob pres­são e com res­pon­sa­bi­li­da­des cons­tan­tes, como médi­cos, enfer­mei­ros, pro­fes­so­res, poli­ci­ais, jor­na­lis­tas, den­tre outros.

Tra­du­zin­do do inglês, “burn” quer dizer quei­ma e “out” exte­ri­or. 
Sín­dro­me de Bur­nout tam­bém pode acon­te­cer quan­do o pro­fis­si­o­nal pla­neia ou é pau­ta­do para obje­ti­vos de tra­ba­lho mui­to difí­ceis, situ­a­ções em que a pes­soa pos­sa achar, por algum moti­vo, não ter capa­ci­da­des sufi­ci­en­tes para os cum­prir.

Assim, essa sín­dro­me pode resul­tar em esta­do de depres­são pro­fun­da e por isso é essen­ci­al pro­cu­rar apoio pro­fis­si­o­nal no sur­gi­men­to dos pri­mei­ros sin­to­mas.

A Sín­dro­me de Bur­nout envol­ve ner­vo­sis­mosofri­men­tos psi­co­ló­gi­cos e pro­ble­mas físi­cos, como dor de bar­ri­ga, can­sa­ço exces­si­vo e ton­tu­ras. O stress e a fal­ta de von­ta­de de sair da cama ou de casa, quan­do cons­tan­tes, podem indi­car o iní­cio da doen­ça.  

Fon­te: www.saude.gov.br

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Saiba distinguir entre o que você pode controlar e o que não pode

A feli­ci­da­de e a liber­da­de come­çam com a cla­ra com­pre­en­são de um prin­cí­pio: algu­mas coi­sas estão sob nos­so con­tro­le e outras não estão. Só depois de acei­tar esta regra fun­da­men­tal e apren­der a dis­tin­guir entre o que pode­mos e o que não pode­mos con­tro­lar é que a tran­qui­li­da­de inte­ri­or e a efi­cá­cia exte­ri­or tor­nam-se pos­sí­veis. Sob nos­so con­tro­le estão as nos­sas opi­niões, aspi­ra­ções, dese­jos e as coi­sas que nos cau­sam repul­sa ou nos desa­gra­dam. Essas áre­as são jus­ti­fi­ca­da­men­te da nos­sa con­ta por­que estão sujei­tas à nos­sa influên­cia direta.

Temos sem­pre a pos­si­bi­li­da­de de esco­lha quan­do se tra­ta do con­teú­do e da natu­re­za de nos­sa vida inte­ri­or. Fora de nos­so con­tro­le, entre­tan­to, estão coi­sas como o tipo de cor­po que temos, se nas­ce­mos ricos ou se tira­mos a sor­te gran­de e enri­que­ce­mos de repen­te, a manei­ra como somos vis­tos pelos outros ou qual é a nos­sa posi­ção na soci­e­da­de. Deve­mos lem­brar que estas coi­sas são exter­nas e, por­tan­to, não depen­dem de nós. Ten­tar con­tro­lar ou mudar o que não pode­mos só resul­ta em afli­ção e angústia.

Lem­bre-se: as coi­sas sob nos­so poder estão natu­ral­men­te à nos­sa dis­po­si­ção, livres de qual­quer res­tri­ção ou impe­di­men­to. As que não estão, porém, são frá­geis, sujei­tas a depen­dên­cia ou deter­mi­na­das pelos capri­chos ou ações dos outros.

Lem­bre-se tam­bém do seguin­te: se você achar que tem domí­nio total sobre coi­sas que estão natu­ral­men­te fora de seu con­tro­le, ou se ten­tar assu­mir as ques­tões de outros como se fos­sem suas, sua bus­ca será dis­tor­ci­da e você se tor­na­rá uma pes­soa frus­tra­da, ansi­o­sa e com ten­dên­cia para cri­ti­car os outros.

Refe­rên­cia: Epic­te­to, D. (2006). A arte de viver.

Rosá­lia dos San­tos
Rosá­lia Pinhei­ro dos Santos

Como Curar uma Fobia

Uma fobia é um medo inten­so de qual­quer coi­sa que não é assim tão peri­go­sa. Exis­tem medos irra­ci­o­nais de qua­se tudo, des­de ara­nhas a altu­ras e a inte­ra­ção soci­al. As fobi­as come­çam geral­men­te na infân­cia ou na ado­les­cên­cia, suge­rin­do que pos­sam ser apren­di­das, mas a mai­or par­te dos paci­en­tes não se lem­bra do inci­den­te espe­cí­fi­co que desen­ca­de­ou o seu medo. A ten­dên­cia para desen­vol­ver fobi­as pare­ce dever-se, sobre­tu­do, a fato­res genéticos.

Assim, o pon­to posi­ti­vo é que as fobi­as estão entre os dis­túr­bi­os psi­quiá­tri­cos mais curá­veis. A tera­pia com­por­ta­men­tal de cur­to pra­zo que se cen­tra em anu­lar a rea­ção do paci­en­te ao seu medo é bas­tan­te efi­caz. Por vezes, esta abor­da­gem é auxi­li­a­da por medi­ca­ção para redu­zir tem­po­ra­ri­a­men­te a fobia e fazer com que seja mais fácil enfren­tar o medo, ou por tera­pia cog­ni­ti­va com­por­ta­men­tal para enco­ra­jar o paci­en­te a repen­sar a sua ati­tu­de em rela­ção aos estí­mu­los que lhe pro­vo­cam o medo.

Des­ta for­ma, o psi­có­lo­go expõe len­ta­men­te o paci­en­te à situ­a­ção temi­da em peque­nos pas­sos, ouvindo‑o com frequên­cia para se cer­ti­fi­car de que a ansi­e­da­de fica limi­ta­da a níveis acei­tá­veis. Quan­do a ansi­e­da­de come­ça a desa­pa­re­cer, o paci­en­te é expos­to a situ­a­ções reais de for­ma con­tro­la­da para lhe ser demons­tra­do que não ver­da­dei­ra­men­te perigosas.

Esta abor­da­gem, fei­ta por um psi­có­lo­go espe­ci­a­li­za­do, tem-se reve­la­do bas­tan­te efi­caz no tra­ta­men­to das fobi­as.” Con­fir­me sem­pre se o psi­có­lo­go tem cédu­la pro­fis­si­o­nal emi­ti­da pela ordem dos psicólogos.

Refe­rên­cia: Aamodt, S., Wang, S., & Tava­res, D. (2009). Cére­bro: Manu­al do Utilizador.
Rosá­lia dos Santos
Rosá­lia Pinhei­ro dos Santos

Podemos Confiar no Nosso Cérebro?

 

O cére­bro men­te-nos mui­to. Lamen­ta­mos ter de lhe dar esta notí­cia, mas é ver­da­de. Mes­mo quan­do o cére­bro está a desem­pe­nhar ati­vi­da­des vitais e com­ple­xas, não nos aper­ce­be­mos do que se está a passar.

O nos­so cére­bro tem inten­ção de nos mentir?

Cla­ro que o cére­bro não tem esta inten­ção de nos men­tir. Em geral, faz um óti­mo tra­ba­lho, esfor­çan­do-se para nos aju­dar a sobre­vi­ver e a alcan­çar os nos­sos obje­ti­vos nes­te mun­do tão com­pli­ca­do. Como é mui­to fre­quen­te ter­mos de rea­gir rapi­da­men­te, seja face a emer­gên­cia, seja face as opor­tu­ni­da­des, o nos­so cére­bro pre­fe­re encon­trar uma res­pos­ta menos pre­ci­sa do que demo­rar tem­po a ten­tar encon­trar uma res­pos­ta per­fei­ta. Este fac­to jun­ta­men­te com a com­ple­xi­da­de do mun­do, sig­ni­fi­ca que o cére­bro tem de uti­li­zar ata­lhos e fazer bas­tan­tes supo­si­ções. As men­ti­ras do nos­so cére­bro são em nos­so pró­prio bene­fí­cio – a mai­or par­te das vezes –, mas tam­bém con­du­zem a erros previsíveis.

Des­ta for­ma, um dos nos­sos obje­ti­vos é aju­dá-lo a com­pre­en­der os tipos de ata­lhos e de supo­si­ções enco­ber­tas que o cére­bro uti­li­za pela vida fora. Espe­ra­mos que com esse conhe­ci­men­to con­si­ga mais facil­men­te dis­tin­guir quan­do o cére­bro é uma fon­te cre­dí­vel de infor­ma­ção e quan­do é pro­vá­vel que o indu­za em erro.

Quan­do os pro­ble­mas começam?

Assim, os pro­ble­mas come­çam logo à par­ti­da, quan­do o cére­bro reco­lhe infor­ma­ção acer­ca do mun­do atra­vés dos sen­ti­dos. Mes­mo que este­ja­mos sen­ta­dos cal­ma­men­te numa sala, o nos­so cére­bro reco­lhe mui­to mais infor­ma­ção do que aque­la que é capaz de reter, ou do que aque­la de que neces­si­ta­mos para deci­dir um cur­so de ação. Pode­mos repa­rar num padrão de cores do tape­te, nas foto­gra­fi­as na pare­de e no som dos pás­sa­ros lá fora.

Ini­ci­al­men­te, o nos­so cére­bro aper­ce­be-se de mui­tos outros aspe­tos do cená­rio, mas depres­sa os esque­ce. Geral­men­te, essas coi­sas não são impor­tan­tes, por isso não nos aper­ce­be­mos da quan­ti­da­de de infor­ma­ção que per­de­mos. O cére­bro men­te bas­tan­te por omis­são, ao livrar-se da mai­or par­te da infor­ma­ção, assim que a con­si­de­ra irrelevante.”

Refe­rên­cia: Aamodt, S., Wang, S., & Tava­res, D. (2009). Cére­bro: Manu­al do utilizador.

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